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Por que o conceito de Startup vai muito além de uma empresa nova, recém-formada e está revolucionando o mercado?

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Por que o conceito de Startup vai muito além de uma empresa nova, recém-formada e está revolucionando o mercado?

Essa semana, durante um almoço no restaurante que costumamos comer em Alphaville, estivemos 3 profissionais da Lattine, amigos, empreendedores, conversando sobre como empresas pequenas, as Startups, estão ganhando espaço nas áreas de prestação de serviço e de tecnologia.

Nem todos os pontos houve consenso, mas alguns foram realmente muito interessantes.

Preferência de empresas grandes por fornecedoras e parceiras Startups
Lembrávamos que 15 anos atrás era muito difícil para qualquer empresa de serviço ser fornecedora de uma grande multinacional. Eram solicitados mil documentos certificando a idoneidade, a solidez financeira, e anos e anos de experiência comprovada. Somente as grandes consultorias podiam entrar.

Mas hoje isso mudou, e muito.

Sentimos que agora empresas multinacionais dão oportunidades, buscam e até preferem empresas novas e Startups como parceiras. Isso porque:
– São empresas com altíssimo grau de especialidade, normalmente são amigos que adoram uma determinada área, se especializam profundamente e são considerados pequenos gurus.
– Ainda dentro da especialização, existem vários casos de Startups inspiradas em cases estrangeiros. Hoje com a multiplicação das plataformas de comunicação, as Startups conseguem imitar, se inspirar e adaptar para o mercado regional determinada ideia de serviço ou produto mais rapidamente que uma empresa tradicional. São mais ágeis.

Um item que deu bastante conversa foi o fato de a preferência pelas empresas pequenas como fornecedora não ser um fenômeno apenas brasileiro. Ao contrário, é um fenômeno mundial, onde países mais maduros e com melhores estruturas para florescimento de Startups, como alguns países da Europa e Estados Unidos, têm se rendido à contratação de empresas menores e mais especializadas há mais tempo que o Brasil. Existe uma pluralidade maior de Startups e empresas pequenas especializadas nestes países e, portanto, um maior portfólio disponível para contratação.

Comportamento associado à geração Milleniuns
Outro ponto que comentamos é que os Milleniuns fazem parte de uma geração que está sofrendo e, consequentemente, causando grande transformação em diversas áreas da sociedade. E claramente no meio corporativo também, quando decidem a criação de Startups. Isso porque:
Criam estruturas leves – normalmente, estes fundadores vêm com um espírito de coleguismo, trabalho ombro-a-ombro, sem estrutura de hierarquias, como um de nós comentava: “… não gostam de chefes”.
Despreocupados com egos ou materialismo – querem praticar seu conhecimento, deixando um pouco de lado o lado capitalista da empresa. Não estão demasiados preocupados com o dinheiro ou posição e, sim, em executar bem.
Praticidade versus formalismos – como vêm praticando quando estão aprendendo, chegam com conceitos de praticidade e experiência interessantes. Antes comentávamos que muitos chegavam somente com a teoria aprendida, mas agora tem a oportunidade de praticar antes da abertura da Startup.

O conceito de Startup vai muito além de uma empresa nova ou recém-formada – é um conceito de gestão
E mais além do conceito básico do que é realmente uma Startup, estivemos discutindo o que pensávamos que a ideia de Startup influía na gestão moderna:

Chegamos à conclusão que o termo Startup para a gestão moderna acaba sendo independente do seu tamanho, da sua idade e até mesmo da geração que seus fundadores pertencem.

O que foi lembrado entre nós é que existem empresas antigas, muito tradicionais, que estão adotando o conceito e o comportamento Startup em áreas específicas como tecnologia, inovação e recursos humanos.

Conclusão ao fim do almoço
De uma forma mais abrangente, concluímos que uma Startup pode e deve ser encarada como um conceito de gestão, radicalmente diferente do que vem sido praticada nos últimos 40 anos, inovadora, enérgica, pouco hierarquizada, e muito focada na criação de valor, austera, voltada para adoção e desenvolvimento das novas tecnologias, sensível ao meio ambiente, pouco ambiciosa, mas muito preocupada em causar o bem na civilização. Não importa o tamanho ou idade das empresas, todas podem ter o comportamento de uma Startup.

Por Marcelo Cuin, Head of Development; Samir Soares, Co-founder and Executive Director; e Claudio Reina, Co-founder and Executive Director

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Autor(es):

Claudio

Claudio Reina

Co-founder, Executive Director

Samir

Samir Soares

Co-founder, Executive Director

Marcelo

Marcelo Cuin

Head of Development

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